quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Resenha Critica


Ei pessoal, achei no site da Unisul. É esse o texto pra usar demodelo na resenha do livro 'Dos Delitos e das Penas', do ProjetoIntegrador.
Beijinhos, Lauren P. Stam
A resenha crítica, como trabalho acadêmico, provoca o desencadeamento do processo da autêntica investigação no estudantede graduação. É até considerado por alguns metodólogos, como sendoum tipo de trabalho muito complexo para ser cobrado na graduação.No entanto, as experiências práticas demonstram que, se bemorientada, a resenha crítica produz um amadurecimento do acadêmico,ao iniciá-lo na verdadeira pesquisa bibliográfica reflexiva.Ela é também um tipo de atividade em que, se o professor definir olivro ou texto de referência, o acadêmico não vai encontrar otrabalho pronto na internet e nem vai poder simplesmente copiá-lo dealgum lugar. Recomenda-se que o texto de referência seja um textoadequado e compatível com o curso e semestre que o aluno estácursando. A escolha ou definição do texto de referência é decisivano processo, pois é difícil fazer uma boa resenha de um texto ruim,pequeno, sem consistência ou densidade na abordagem do assunto.Torna-se imprescindível apresentar o pensamento de alguns autoresque se destacaram na concepção e na abordagem metodológica daresenha crítica.Marcantônio, Santos e Lehfeld (1996, p. 72) entendem que:[...] a resenha é uma síntese descritiva e crítica do conteúdo deuma obra. Naelaboração de uma resenha bibliográfica há necessidade de que oautor tenhaconhecimento do assunto, além de criticidade. Possui papelimportante na formaçãocientífica de todo estudante e dos especialistas.Seguindo as orientações da Associação Brasileira de Normas Técnicas(1990), que denominou a resenha de resumo crítico, Andrade (1997, p.60-61), apresenta a resenha como,[...] um tipo de resumo crítico mais abrangente, que permitecomentários e opiniões;um tipo de trabalho mais complexo, que exige conhecimento doassunto, paraestabelecer comparação com outras obras da mesma área e maturidadeintelectualpara fazer avaliação e emitir juízos de valor.Segundo Salomon (1991, p. 168), a elaboração de resenhas, "[...] nãosó é importante, mas imprescindível para desenvolver a mentalidadecientífica, constituindo-se no primeiro passo para introduzir oiniciante na pesquisa e na elaboração de trabalhos monográficos."Severino (1986, p. 181) também confirma esta perspectiva, ao afirmarque "a elaboração de resenhas concretiza o desejo de os estudantescontribuírem com as revistas especializadas de sua área, é umaefetiva maneira de se iniciar no campo das publicações."Para Lakatos e Marconi (1996, p. 243), "a resenha crítica consistena leitura, no resumo, na crítica e na formulação de um conceito devalor do livro feitos pelo resenhista." Segundo Salvador (1977, p.139), a elaboração de uma resenha crítica exige alguns requisitosbásicos: "a) conhecimento completo da obra; b) competência namatéria; c) capacidade de juízo de valor; d) independência de juízo;e) correção e urbanidade; f) fidelidade ao pensamento do autor."A resenha crítica, como trabalho acadêmico, seguindo as orientaçõesde Amboni e Amboni (1996), com as adaptações que se fazemnecessárias, deve apresentar a seguinte estrutura:a) capa;b) folha de rosto;c) sumário (se necessário);d) introdução: o assunto deve ser apresentado no primeiro parágrafo,partindo de algumas considerações mais genéricas, até chegar aoponto em que será dada maior ênfase. A seguir, o autor devedemonstrar a importância da abordagem, os objetivos, método oucaminho de sua abordagem, para despertar o interesse do leitor.Também deve ser apresentado na introdução, o livro ou o texto dereferência definido para a resenha crítica, bem como, os autores queserão utilizados como apoio nas análises;e) apresentação das idéias do texto: o acadêmico deve apresentar asidéias principais e secundárias, discutidas pelo autor do livro,capítulo ou artigo a ser usado como referência básica. Para atingirtal propósito, segundo Galliano (1986), naturalmente, o acadêmicodeverá considerar os procedimentos recomendados para a produção deum bom texto, quais sejam: manter uma atitude permanentementecrítica e reflexiva com relação ao que está lendo; manter afidelidade ao texto original; ao redigir, usar frases breves,diretas e objetivas. Havendo necessidade, pode-se fazer transcriçõesliterais. Recomenda-se não seguir as subdivisões do texto original.As idéias principais podem ser apresentadas num único bloco,encadeadas em uma seqüência lógica;f) apreciação crítica: a partir da compreensão objetiva da mensagemcomunicada pelo livro, capítulo ou artigo, o acadêmico deverá tomarposição própria em relação às idéias apresentadas, numa tentativa desuperar a estrita mensagem transmitida pelo autor do texto, exploraras idéias expostas, dialogar com o autor concordando ou discordando,levar em consideração a validade ou aplicabilidade das idéiasexpostas pelo mesmo. Para Medeiros (1997), o procedimento doresenhista será seletivo, uma vez que não pode abarcar a totalidadedas propriedades do texto. Segundo Galliano (1986), para que aresenha crítica esteja fundamentada, é preciso considerar a opiniãode outros autores que também abordam a mesma temática em outroslivros, artigos de periódicos, revistas e jornais. Pode serconsiderada, também, a experiência profissional, a visão de mundo, omomento histórico vivido pelo resenhista;g) conclusão: para a elaboração das considerações finais deve-selevar em conta os objetivos propostos, apontando as principaisreflexões apresentadas no decorrer do trabalho. O acadêmico expõeclaramente seu ponto de vista mais marcante na apreciação crítica;h) referências: devem aparecer todas as obras consultadas para aprodução da resenha crítica, segundo a Associação Brasileira deNormas Técnicas (2002c).
Elaborado por Jacir Casagrande, professor da Unisul, membro do Grupode Metodologia Científica, mestre em Ciências Sociais pela UFSC.

Boas Vindas!!

“Cada pessoa que passa na nossa vida, passa sozinha, porque cada pessoa é única e nenhuma substitui a outra. Cada pessoa que passa pela nossa vida passa sozinha, não nos deixa só, porque deixa um pouco de si e leva um pouquinho de nós. Essa é a mais bela responsabilidade da vida e a prova de que as pessoas não se encontram por acaso.” (Charles Chaplin).